Quinta, Setembro 29, 2005

Star Wars Bizarro

Você é fã da série Star Wars? Ah! Você é praticamente um Jedi?
Então, meu caro padawan, tenho certeza que você vai gostar desse site.

Um maluco da Nova Zelândia, que além de ser um nerd pervertido viciado em Guerra nas Estrelas, não deve ter mais nada o que fazer, pegou o quarto filme da série, Star Wars - A New Hope (cronológicamente o primeiro na ordem de lançamento nos cinemas), e transformou-o em ASCII. Isso mesmo, aquelas barrinhas e numerozinhos. O que mais impressiona, além da definição dos personagens, são as tomadas perfeitas das cenas que imitam até o ângulo onde os personagens se encontram. As falas são representadas por balões como nas revistas em quadrinhos. Se você não tem mais o que fazer vale a pena dar uma conferida.

Segunda, Setembro 26, 2005

Eu bebo sim e vou vivendo...

Nova York, 24 de outubro de 1929. Todo o mercado financeiro estava apreensivo, a Bolsa de Valores dava sinal de colapso, tinha início o que depois veio a ser chamado de o "Crack" da Bolsa, vários investidores já haviam se suicidado.
Bill Wilson, um jovem e outrora promissor analista financeiro, abre a janela de seu escritório em Wall Street, e sobe no parapeito disposto a se jogar na rua. Na hora "H" não teve coragem e rumou para o pub que frequentava na 56TH Street. Pediu uma garrafa de Uísque e encheu a cara até babar no balcão. Não que isso fosse uma novidade na vida de Bill, estar de porre era uma constante para ele desde criança. Filho de uma tradicional família americana, aprendeu com o pai os segredos do que chamava de "elixir da vida": Dry Martini e Scotch Duplo com gelo. Ao ter o vício criticado pela esposa, retrucava dizendo que os gênios só eram gênios quando estava embriagados. E em Wall Street ele era tido como um gênio, apesar de nos dias atuais sua "especialidade" ser considerada crime e dar cadeia. Ele usava de influência pessoal e de conselhos a investidores para inflar o preço das ações, na época prática comum.
Era 24 de outubro de 1929 e Bill Wilson havia perdido tudo.
Ele e a esposa tiveram de abandonar o luxuoso apartamento em Manhattan e foram morar de favor numa casa do subúrbio. Era o dim para Bill que passou a encher a cara cada vez mais, as internações hospitalares devido ao álcool eram constantes, até 1934 ele havia sido internado quatro vezes. Então, de súbito, algo inesperado supostamente aconteceu: Wilson em uma cama de hospital, desesperado, implorou aos céus por um milagre e naquele momento o quarto foi inundado de luz divinamente alva. Obviamente não há testemunhas do fato, mas no dia seguinte Bill havia parado de beber e dedicou à partir de então, sua vida a uma cruzada contra o alcoolismo.

O primeiro "convertido" por Bill Wilson, foi um velho médico beberrão, Dr. Bob Smith, de Ohio.
Os dois ex-bebuns resolveram criar uma associação para dependentes alcoólicos, mais tarde nomeada como AA - Alcoólicos Anônimos, baseada na crença que ninguém era melhor para ajudar um bêbado do que outro bêbado. A chave era a admissão da fraqueza perante o vício e da busca do auxílio em grupo para o tratamento.
A instituição manteve-se obscura até 1941 quando o Saturday Evening Post, revista de grande circulação na época publicou um artigo sobre uma tal associação que curava bêbados. Logo, Bill se tornava o profeta do Anti-alcoolismo e milhares de pessoas nos EUA começaram a procurá-lo em busca da cura. Hoje, mais de 2 milhões de pessoas em 150 países fazem parte dos AA. Em 1990, Willian Wilson, foi eleito pela revista Life, uma das pesonalidades mais inflentes do século XX.
Pena que a história de Bill não acabou por aí. Após a cura do alcoolismo, ele, agnóstico confesso, nunca entendeu a "experiência mística" que acreditou fazer parte naquele dia no hospital. Se envolveu com ocultismo, atrás das respostas que procurava, mas nada mais lhe foi revelado. Na década de 60 descobriu o LSD e se encantou com os efeitos da droga (que lhe acompanhou até o fim da vida), e propôs seu uso como sucedâneo do álcool nas sessões do AA. Um fracasso. O sucesso lhe subiu à cabeça e ele começou a colecionar amantes, que empregava nos centros de reabilitação. Bill faleceu em 1971 vítima de outro vício que lhe acompanhou por toda a vida. Fora vítima de enfisema pulmonar causada pelo consumo de três maços de cigarros diários. Entretanto, o seu legado permanece salvando vidas do vício.

Um brinde para Bill Wilson.


P. S.: Não costumo escrever biografias, mas essa achei bastante interessante.

Quarta, Setembro 21, 2005

Manifestação Artística

medium_img1.jpgJá ouvi dizer que toda manifestação artística é digna de mérito, mesmo quando ela tem no máximo alguns milésimos de milímetros e está dentro do seu computador. Não, não falo na tela do computador, ou dentro de um disquete. Quando eu digo dentro, eu quero dizer dentro mesmo.

Há mais de 30 anos vem sendo impressas nas ranhuras ou em circuítos dos chips de silício do computador imagens minúsculas, invisíveis a olho nú e que apenas podem ser enxergadas com ajuda de microscópios potentes. Algumas figuras impressionam pela perfeição dos traços e a variedade dos temas usados. Desde personagens famosos de desenhos, Tiranossauros Rex tocando guitarras e placas de veículos.

Quem deu origem a esse movimento artístico no mínimo extravagante, eu não faço a menor idéia, mas com certeza medium_img2.3.jpgela têm muitos adeptos entre os nerds responsáveis pelo desenvolvimento dos chips, já que foram encontradas "obras-primas" em produtos de praticamente todas as empresas que atuam no mercado de hardware.

medium_img3.jpgCom o passar dos anos a evolução da tecnologia e das técnicas de impressão está deixando cada vez menores as imagens, que correm o risco de não conseguirem mais ser identificadas entre os componentes do computador dando fim a essa bizarra corrente artística. Obviamente ninguém vai sentir falta, mas quem sabe você não tem uma dessas  no seu PC?

Se você não tem o que fazer e quiser saber mais sobre o assunto, ou só ver o quão a mente humana pode ser anomal, basta clicar aqui.

Sexta, Setembro 16, 2005

Insegurança Cruel

- Querido...
- Ahn?!
- Posso te perguntar uma coisa?
- Fala...
- Você me ama?
- Amo.
- E você me amaria se fosse feia?
- Amaria!
- E você me amaria se seu fosse gorda?
- Amaria.
- E você me amaria se eu fosse vesga?
- Amaria...
- Me amaria que eu fosse careca?
- Amaria...
- Me amaria mesmo que eu fosse cega e surda?
- Amaria! Amaria! Mas, eu te amaria mais se você fosse muda!

Quinta, Setembro 15, 2005

O Mistério da Coca-Cola Light

Nada como uma passada na padaria depois do almoço.
Sou daqueles viciados em um cafezinho com leite de padaria, o famigerado "pingado". Ainda não descobri a substância mágica adicionada o café deles que, de alguma maneira inexplicável, fica mais gostoso que o feito em casa.
Padaria lotada. Arranjo-me  mais ou menos bem em um banquinho no balcão enquanto peço ao Seu Arlindo, o proprietário, um "pingado no capricho", e observo o chapeiro preparar dois Lota Bucho, nome simpático com qual ele batizou um sanduíche que tem tudo que há de mais gorduroso na despensa, e algumas coisas que não estão nela também. Ao meu lado, duas garotas um pouco volumosas (ok, sem hipocrisia, elas eram duas orcas mesmo) lançam olhares sedentos aos sanduíches escorrendo óleo que agora o chapeiro traz em nossa direção.
Preparo-me para ver o ataque que se sucederá, quando o Seu Arlindo pergunta entre uma torcida de bigode e outra o que elas desejavam beber.

- Pra mim uma Coca Light! - diz uma das chupetas de baleia.
- Duas. - emenda a outra e ainda completa olhando para a primeira com um tom sério - Meu nutricionista me proibiu Coca normal, me engorda.

O chapeiro deu uma risadinha maliciosa para mim ao escutar o pedido e foi buscar o pedido.
Observando a destruição que se seguiu ao ataque fico imaginando se há algum poder especial ou sobrenatural que eu desconheço em uma lata de Coca Light que tenha a capacidade de diluir toda aquela gordura, ou se é só fator psicológico que influencia no pedido.
Provavelmente deve ser a segunda opção, as pessoas gostam de se iludir com pequenas mentiras como as promessas para parar de fumar no final do ano. Um amigo meu deve ter enterrado umas cinco mães e três irmãs jurando em seus nomes nunca mais por sequer uma bituca em sua boca, obviamente fuma até hoje, mais até que antigamente.
Parece que essas mentiras lhe fazem bem, como se estivesse de alguma maneira fazendo realmente algo para sair de seu vício tabagista, além de se enganar, posto que depois da segunda tentativa ninguém mais dava valor aos juramentos.

Na velocidade que eu tomava meu café com leite e jogava uma coversa fora com o chapeiro sobre o clima maluco, elas devoravam avassaladoramente o sanduíche. Quando devolvi definitivamente a xícara ao balcão elas já haviam saído, e entravam pela porta da farmácia localizada ao lado da padaria.
Nem precisei verificar para saber o motivo de sua entrada na farmácia. Tinham, com toda certeza, ido se pesar.

Quarta, Setembro 14, 2005

Para quem tem blog

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Clique na imagem.

Terça, Setembro 13, 2005

Eu não sei dançar

Cena corriqueira: Sábado a noite, casa notura, pista cheia, eu em uma das mesas laterais montando persistentemente pirâmides de latas que insistem teimosamente em emborcar pela mesa. É, a vida é injusta e cruel, eu não sei dançar.

Lembro-me dos tempos da lambada. De seus dançarinos com os cabelos penteados violentamente para trás com gel, carregando no rosto um olhar matador, clichê dos filmes de dança com seus amantes latinos e das garotas de cabelo frisado e saias curtas e esvoaçantes parecidas com a fruteira de mamãe, com seus mamões, laranjas e maçãs em fundo verde. Nas festas juninas da escola, criança ainda era, enquanto ambos se esbaldavam em rodopiar pelo salão, eu me mantinha o mais afastado possível, nos limites seguros que minha timidez me impunha, pois meu desconcerto, e admito, certas gordurinhas a mais, me impeliam a ficar o mais distante possível de qualquer convite inesperado para um arrasta-pé.

A lambada se foi, e com ela todos os vestígios de salsa, Betos Barbosa, e (vã esperança) Sidney Magal, naquele tempo apenas Magal, divorciado temporiamente de sua amada cigana Sandra Rosa madalena, eu havia finalmente adentrado na aborrescência e agora usa calças jeans rasgadas, all-star batido, e camisa flanela, era o grunge, e eu um perfeito anti-capitalista melancólico, que, para infelicidade completa de meus pais, tinha uma guitarra.
Enquanto eu e minha banda vomitavamos verborragicamente impropérios anti-estadosunidenses em bares sujos, nas pistas The Summer is Magic embalava os pés-de-valsa em passinhos ensaiados. Era o poperô, bate estaca, tuts-tutsi, a volta da disco remasterizada e sem as bocas-de-sino.

O Grunge deu um tiro na cabeça, e muitos que odiavam cabelos channel sebosos comemoraram o fato, o mundo era fashion, eu descobria o brega, o blues, o jazz, os besouros de Liverpool, e cantava Zé-Ramalho, com sandálias de couro no pé. Tornei-me um mago-zen-ufólogo, a cantar em fogueiras regadas a vinho barato, enquanto no carnaval o forró invadia as rádios e os carros e em qualquer buraco que entrasse poderia ver um triângulo ressoando e pessoas dançando um-dois-um-dois. Com o carnaval, o lança-perfume e o forró veio uma moça de olhos brilhantes, cabelos doces e cheiro de sonho, ela gosta de dançar, e insistentemente tenta me ensinar a arte do um-dois-um-dois. Até que desiste, depois de explicar-lhe sobre minha descoordenção e que jamais seria um John Travolta para torná-la Uma Thurmam cruzando os dedinhos pelo ar.

Hoje, ainda gosto de besouros, mas as sandálias já não servem mais, Bobby McGee e eu ainda somos amigos, e ela...

Ela continua dançando com seus olhos brilhantes, cabelos doces e cheiro de sonho, mas também continua aqui, apesar que nunca serei um John Travolta, aprendeu a gostar de malucos-beleza e sabe que será eternamente a Dona da Minha Cabeça, Uma-Thurman-Que-Cruza-Dedinhos-Pelo-Ar.

Sábado, Setembro 10, 2005

Ó, dúvida cruel...

Recebi umas críticas por e-mail quanto ao novo layout do blog. Apesar de todos concordarem que gostaram das Categorias, todos também foram de ponto-comum que o Layout antigo, com fundo preto e vermelho e letras brancas, dificultava a leitura, era confuso, ou seja eua uma bosta. Logo, como não adianta ter um blog que as pessoas não conseguem ler, alterei para esse que estão vendo aí, laranjão. Tem um laranja com fundo branco também, se esse ainda estiver ruim.


Tenho minhas dúvidas se  ficou bom, então gostaria que vocês opinassem sobre um layouts e me ajudassem a decidir qual usar.

P. S.: Aos que reclamaram quanto a foto, eu nasci assim, OK?

Sexta, Setembro 09, 2005

Coisas que só o orkut faz por você (A Missão)

Não, não estou tentando iniciar uma coluna como a de um dos meus blogueiros preferidos Rafael Galvão e sua As Alegrias que o Google Me Dá, abre parênteses, que eu adoro, fecha parênteses, se é isso que você está se perguntando.
Entretanto, há tanta coisa bizarra naquele círculo social virtual que fica difícil não escrever sobre algumas das minhas descobertas orkuteanas, durante um ou outro passeio pelos perfis desse nosso mundinho digital.

Que o orkut é recheado de comunidades esquisitas como: "Eu amo o gordo dos Goonies", "Por que mãe dança esquisito?", é colocar o ovo em pé, mas se você tem algum desvio de personalidade, é doido, maníaco, bate o pino, rasga nota de cem, é um psicopata com tendências assassinas, com certeza o orkut têm um lugar quentinho e aconchegante, feito sob medida para sua mentezinha insana e destrutiva:


Psicopatas Maníacos e Doidos.
É a maior do orkut, é no mínimo bizarro saber que existem, até hoje, 20472 pessoas que se consideram psicóticas, ou tem algum desvio psicológico violento. Ela tem uns tópicos interessantes e pertinentes, como: “Jogo: Como você mataria a pessoa de cima?”, cujo objetivo é unicamente bolar uma maneira criativa de assassinar a pessoa que postou no tópico antes de você, “Você tem vontade de matar seu irmão/irmã?”, ou ainda “Quais são os traços de psicose que vcs  tem?”, em que o membro expõe o que o faz crer que é um doido varrido.

LiPsi – Liga dos Psicopatas.
Sim, sem você é um doido com tendências homicidas já tem uma liga para te defender. Tem um tópicos embasados: “Eu quero esfaquear alguém!”, “Assassinos de cachorro”, e outros tópicos simpáticos e meiguinhos.

Psicopatas de Plantão.
Para quem tem vontade de matar pessoas. Simples assim.

Devem existir umas duas dezenas de comunidades destinadas para essa classe social tão discriminada nos dias de hoje, então, se você sofre de alguma patologia psicótica, já matou  alguém por prazer e escuta vozes inexplicáveis, basta entrar na que você se identifica mais, e mandar ver nos Mutantes: “Dizem que sou louco/por pensar assim”.

Quarta, Setembro 07, 2005

Politicamente correto

Na década das ONG’s, das Associações de classe, dos Movimentos Sociais, e das Sociedades Protetoras, meu chefe se tornou um líder empresarial, eu que sempre fui para um empregado débil mental, estou virando um colaborador mentalmente despreparado, e até meu querido cachorro vira-latas agora insiste que eu me refira a ele como um animal SRD – Sem Raça Definida.

O cobrador de ônibus que todos conheciam como Negão, declara-se um elemento com alto acúmulo de melanina na derme, e o Jorge, um cidadão desfavorecido financeiramente, que dorme na frente do meu emprego, disse-me que está processando alguém que descaradamente intitulou-o de mendigo.

Meu pai que me diz quase diariamente que sente saudades do tempo em que as profissionais liberais do prazer gostavam de ser chamadas de putas, que o amigo dele de opção sexual alternativa era um viado, e que clorofórmio fecal era mais conhecido como bosta, agora que se transformou em um sexagenário, prefere ser chamado de maduro ou experiente, por que ser chamado de velho denigre seu estado social.

Contudo, esse aspirante a cronista sem perspectivas futuras que vos escreve, prefere não se manifestar sobre o assunto para não criar celeuma em um mundo onde os antes anões de jardim se transformaram em indivíduos verticalmente prejudicados.

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